About this

Como diz o nome, isto aqui não é um trapézio. Em 2002, comecei um blog, chamado “do trapézio e outras coisas” — um cumprimento às Memórias Póstumas de Brás Cubas. Gostava de meu blog, mas aos poucos foi ficando mais difícil escrever. Falta de tempo, de vontade. Falava de muitas coisas no trapézio e falava muitas vezes da minha jornada à vida adulta. Assim que o blog ficava meio intimista, às vezes.

Houve um dia em que me cansei. Decidi apagar todos os arquivos, destruir o trapézio. Cansei do peso que exerciam quase 500 posts. Havia muita coisa boa, mas havia muita coisa que merecia ser esquecida. Havia sucessos e fracassos, havia pensamentos com os quais já não concordava. Havia referências à pessoas que já não existem mais na minha vida.

O universo às vezes conspira a favor, e depois que acabei com o trapézio vim passar uma temporada em Nova Iorque. Suficiente para que a leveza do não trapézio exercesse sua força. Um dia, me peguei pensando em um post.

Foi quando comecei a escrever novamente.

Posdata 1

I was in New York when I decided to resume the blog. At that time, I decided not to start the good old “do trapézio e outras coisas” but to give a refresh to the whole idea of a blog. I started something I called “c’est ne pas un trapèze”, because that wasn’t my old blog. It was something different.

Now, one year later, something happened. People complained that my good old blog was much better. Less serious, more full of stories. More interesting they said. Deep in my heart I knew they were right, and so I decided to get back to the old trapézio.

By then, I had some international readers. But Portuguese wasn’t something they’d enjoy reading. So I started writing in English for them. And here we are.