A boa notícia é que as tecnologias existentes tornam muito mais fácil fazer com que o trapézio pareça com o trapézio de longa data. E isso é conveniente, porque minhas habilidades com HTML, webdesign, javascript e outras coisas arcanas se perderam com a falta de uso e a mudança dos ventos.
Curioso observar. Antes eu gostava tanto do assunto que me auto ensinei a programar computadores (e cheguei a ganhar dinheiro com isso), mas com o tempo meus interesses foram se movendo (como placas tectônicas) para outros lugares. Acho que me lembro de um dia em que eu decidi que meus interesses eram outros, apaguei todos os bookmarks de sites de design e etc, escondi todos meus livros dessas coisas, escondi todos os meus experimentos com o assunto, e fui fazer outras coisas.
Acho que na época eu decidi ser mais lido em política e economia. Faz um tempo desisti da política também. Outras coisas entraram no lugar. Psicologia. Estratégia. Finanças. Música. Biografias. Vinhos. Futebol Americano. Muitos interesses. Placas tectônicas se movendo.
Outro dia me contaram de uma pergunta dessas “quebra-gelo”, que se usa em conferências para as pessoas fingirem que são velhas amigas e o evento se tornar mais palatável. “Se você tivesse todo o tempo do mundo para estudar alguma coisa, o que escolheria?”
A pessoa que me contou respondeu: “Acho que arte e história. Certamente arte e história…”
Minha resposta: “Como assim escolheria? Se eu tivesse todo o tempo do mundo para estudar, eu ia estudar tudo!”
Talvez tudo, mas não tudo ao mesmo tempo. Placas tectônicas.
O trapézio parecer o trapézio é uma boa coisa. Mas demorará até ele ter uma cara nova definitiva…