Se algum dia alguém me perguntar: e por que agora?
Eu não teria uma resposta decente.
Talvez a necessidade por atenção. Talvez o egocentrismo exacerbado. Talvez a incontinente vontade de falar. Talvez a ambição de querer mudar o mundo (a teoria da ópera querendo exercer sua influência). Talvez o esgotamento das múltiplas desculpas de porque não até agora. Talvez a vontade de escrever à velhos amigos. Talvez a vontade de reconectar com velhos leitores. Talvez um mero exercício de gramática aplicada. Talvez porque eu tenha o que dizer. Talvez precisamente porque eu não tenha sobre o que escrever.
As influências são e serão muitas e variadas. Muitas delas já falecidas. Chega a ser curioso mas, dez anos depois, blogs são coisa do passado.
Portanto, isto não será um blog, precisamente falando.
E embora não seja um blog, precisamente falando, ele terá comentários também, como se a convidar pessoas a comentarem e a deixarem recados. E a criticarem e a elogiarem.