E agora, como parte das minhas atribuições diárias, eu tenho também que escrever no blog. Mesmo quando às 10 da noite estou trabalhando. Meio puto, para falar a verdade. Não por trabalhar às 10 da noite (porque isso é até meio normal na minha vida recente). Estou puto por motivos sobre os quais não quero comentar no blog (embora eu devesse escrever sobre eles em algum lugar, para espairecer). Sendo assim não comento.
Vou falar de outra coisa.
Poderia falar de viagens. Porque estou planejando fazer uma viagem em breve para a Argentina ou outro lugar assim. Mas sinceramente, sobre o que escrever sobre o tema? Que até agora não escolhi um bom hotel, mas tenho boas duas opções? Ou que as passagens aéreas estão pelos olhos da cara? Ou que vou acabar pegando uma gripe suína para aprender a não tirar férias? Temas chatos, sem interesse. Também não vou escrever sobre isso.
Sobre o que a Ione escreveu hoje?
(Temo que a Ione será constantemente citada nesta sequência de posts. Afinal de contas, a ideia foi dela)
Ela escreveu sobre uma ideia que eu dei para ela. Sobre o que as mulheres acham óbvio versus o que os homens acham óbvio.
Esse é um tema interessante. Vou comentar sobre ele. De mal humor, porque estou de mal humor. Assim, descontem a eventual acidez.
Mas antes de comentar, um prólogo. Homens e mulheres talvez sejam mesmo diferentes, uns de Marte outros de Vênus. Homens gostam de ver futebol e fazer das suas coisas. Mulheres gostam de fazer suas coisas também, que são diferentes das dos homens. Diferentes línguas é o começo da confusão, a eterna consequência dessa verdadeira babel entre os gêneros. A questão é: Quem deve entender quem?
Porque de fato os homens poderiam ser mais compreensivos com as mulheres e explicar tim-tim por tim-tim quando aquele chopp com os amigos se esticou para uma visita a casa do outro amigo. Mas as mulheres também poderiam entender que visitar o outro amigo não é nada demais e nem merece menção.
Isso vale para um monte de coisas. Os homens poderiam ser simpáticos e ficar horas no telefone falando sobre qualquer coisa. Mas as mulheres poderiam reparar também que a comunicação telefônica é para ser breve, salvo raras exceções. Os homens poderiam manter o estoicismo enquanto as mulheres se arrumam, as mulheres poderiam se arrumar mais rápido.
Conflitos vários, com várias soluções. Quem deve ceder?
Eu não sei, mas posso contar o que eu tento fazer (vocês podem discordar, mas por favor por escrito, dentro dos comentários).
Eu ajo sem pensar muito. Faço as coisas guiado pelo meu bom senso e experiência. Tento não magoar a namorada, tento não fazer nada que me incomode. E levo a vida.
Invariavelmente, faço alguma bobagem. Meus amigos têm uma lista gigante das coisas idiotas que eu já fiz na minha vida. São várias coisas. Independente de eu ter razão ou não, as pessoas reclamam.
E é aí que vale o double-check. Quando reclamam, eu paro e penso se o errado sou eu ou não. Se eu estiver errado, vou pedir desculpas, apologies, mandar flores, etc.
Mas se eu não estiver, não peço desculpas **** nenhuma.